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Seja bem vindo à Associação Brasileira de Asmáticos

(ABRA)

Aqui você encontra preciosas informações sobre a asma, sinais e sintomas, tipos de crises, tratamentos e descobre que ser asmático não é uma sentença de morte. Pelo contrário, aqui você aprende a controlar a doença e a ter uma vida saudável.

Mas, tratar não é só tomar remédios! O próprio nome da doença esconde o segredo do tratamento:

Aprender sobre a doença,
Saber o que fazer numa crise e como preveni-la,
Manter o tratamento mesmo estando bem, sem sintomas,
Atuar em parceria com o médico.

O que é a ABRA?

A Associação Brasileira de Asmáticos foi criada no Rio de Janeiro em 14 de novembro de 1992, para ajudar médicos e pacientes no tratamento da asma. A sede nacional da Associação Brasileira de Asmáticos se localiza no Rio de Janeiro, mas possui filiadas em S Paulo e diversas cidades brasileiras. Está aberta para todos: médicos, pacientes, familiares, enfermeiros, fisioterapeutas, profissionais de saúde de maneia geral, professores, enfim, a todas as pessoas que estejam envolvidas ou desejem simplesmente conhecer melhor a asma. A ABRA não possui ambulatórios ou consultórios para tratar a asma. O trabalho educativo é feito através das palestras mensais, onde médicos, psicólogos, fisioterapeutas e outros profissionais de saúde apresentam temas e esclarecem dúvidas, em livre debate com a platéia. Além disso, a ABRA possui livros, folhetos educativos, vídeos, realizando palestras itinerantes em escolas, empresas, associações, clubes, etc.

Por que a ABRA existe?

A ABRA foi criada em 1992 com intuito de lutar para que a educação prevaleça sobre os preconceitos, para que pacientes possam se tratar em harmonia e tenham nos médicos parceiros no tratamento e na educação para conquistar a saúde. Não por acaso, o lema da ABRA é "Educar para vencer a asma". De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 100 a 150 milhões de pessoas sofrem de asma em todo o mundo. No Brasil, calcula-se que aproximadamente 10% da população sejam portadores da doença, o que significa um universo de milhões de pessoas! Mas, apesar disso, pouco se divulga sobre a asma para a população.

A começar pelo nome, pois ainda é identificada por sinônimos como "bronquite asmática", "bronquite alérgica" ou simplesmente "bronquite", expondo um grande problema, tanto para médicos como para os pacientes, que é o desconhecimento da asma por grande parte da população brasileira E sem contar com os preconceitos: cortisona mata, engorda, "bombinha" faz mal para o coração, etc. E, por falar nisso, não cai bem chamar os inaladores de "bombinha", não acham?

O custo dos remédios é alto e na maioria das vezes, não são encontrados na rede pública. A população se sacrifica para conseguir adquirir os medicamentos.

O resultado é que grande parte dos asmáticos brasileiros sofre por não se tratar adequadamente

Tratar asma tem custo alto: crianças e adultos portadores da doença necessitam ir mais ao médico, são atendidos em emergências, necessitam hospitalizar em muitos casos, faltam ao trabalho e à escola, tendo suas vidas prejudicadas pelas crises. Por tudo isso, é preciso combater mitos, preconceitos e ensinar a todos (doentes, familiares, população em geral) a tratar corretamente. É preciso também conscientizar os nossos governantes e legisladores da necessidade de oferecer tratamento na rede pública, acessível a todos, sem preconceitos!

Falando um pouquinho sobre a asma...

A asma é uma doença inflamatória crônica que se acompanha de crises que se repetem. O primeiro passo é entender que a palavra crônica não indica gravidade, mas significa que é uma doença prolongada, que em vez de curada, deve ser gerida. Outras doenças crônicas, como por exemplo, a hipertensão e o diabetes, têm tratamento prolongado. Assim é a asma: não se trata apenas crises, mas deve ser tratada todos os dias, mesmo estando bem, para evitar as crises!

Mas, do ponto de vista do paciente, o tratamento da asma é complicado: os remédios são alvos de preconceitos e nem sempre fáceis de usar, pois sua técnica é complexa. Além disso, existem outras doenças que acompanham a asma em muitas pessoas, como por exemplo, a Rinite Alérgica e as infecções respiratórias, provocando conseqüências desagradáveis que tendem a agravar o curso da asma.

O tratamento implica em mudança de hábitos e de estilo de vida nem sempre fáceis de colocar em prática. A conseqüência é a não adesão, seja recusando a medicação, seja abusando do uso de medicações aliviadoras e rejeitando o tratamento à longo prazo, ou ainda não aderindo às mudanças ambientais recomendadas. O misticismo que rodeia a doença contribui para as dificuldades na medida em que os doentes podem ser estigmatizados inclusive por pessoas formadoras de opinião, transformando a interação social do paciente em mais uma fonte de stress.

A asma ainda não tem cura, à luz dos conhecimentos atuais, mas os estudos científicos comprovam que o tratamento adequado é capaz de proporcionar o controle da doença, ocasionando uma significativa redução de custos médicos e hospitalares, além de um ganho total na qualidade de vida dos asmáticos.

Em resumo, a Educação é o melhor caminho para reverter a situação atual!

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